Pesquisadores conscientizam a população e buscam preservar as espécies de morcegos nos centros urbanos
Uma pesquisa realizada na cidade de Jundiaí (SP) buscou comprovar a presença do vírus da raiva em morcegos de centros urbanos. Atualmente os pesquisadores promovem medidas de educação ambiental que podem ser tomadas a fim de conscientizar a população.
Ao longo de dez anos, a biomédica Ana Lucia de Castro Silva pesquisou e classificou espécies presentes no município paulistano. A estudiosa conta que eram recolhidos apenas os animais suspeitos para diagnóstico de raiva. “Levamos morcegos caídos durante o dia e até os que estavam mortos”, conta. De 602 morcegos recolhidos em ambientes urbanos, segundo a biomédica, apenas 7 animais o exame de raiva foi positivo. Para o pesquisador do Rio de Janeiro Carlos Eduardo Lustosa Esbérard, o número não é suficiente para causar medo na população, mas afirma que o animal pode apresentar outras doenças. “Se forem atacados, podem morder e ainda se o animal estiver infectado, vai transmitir doenças”, alerta Esbérard. Os pesquisadores expõem que os morcegos também são importantes nos centros urbanos, mas que é necessário sempre evitar o contato.
Atualmente, Ana Lucia firmou parceria com a prefeitura de Jundiaí, onde realiza um trabalho com as crianças de escolas municipais. São organizadas palestras, distribuídos folders, banners e ainda levam morcegos em vidros para exposição. A pesquisadora afirma que para a consciência e a mudança de comportamento de toda a população é necessário um longo trabalho por todos os municípios. E ainda conta que com as crianças das escolas que trabalha os resultados já são visíveis. “Eles demonstram que aprenderam a conservar, sabem da importância e também respeitar os limites”, diz.
Foto: Marcella Tait
Pesquisadora está confiante nos resultados


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