Por ação humana, muitos morcegos têm deixado de voar no Brasil. Diversas espécies entram em extinção no País, graças à caça ilegal e a depredação do habitat natural. É pela proteção dos únicos mamíferos que voam, que luta o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
“A ideia dos pesquisadores que fazem parte da instituição é proteger o patrimônio natural e promover a conservação da biodiversidade brasileira”, explica Júlio Barbosa, o Julião.
O instituto conta, atualmente, com 310 unidades e 11 centros de pesquisas. Mesmo com tanto contingente, as dificuldades são escancaradas. A falta de apoio do governo federal e o desinteresse da população aos animais são recorrentes.
Para Ludmila Aguiar, os pesquisadores têm enfrentado o problema com sucesso. “Mesmo com tantas dificuldades, as pesquisas sobre morcegos estão avançadas no Brasil, graças ao empenho dos pesquisadores”, elogia.
Foto: Bruno Gerhard
Palestra na UEM reuniu profissionais da área
A intenção dos pesquisadores é publicar uma lista oficial das espécies brasileiras ameaças de extinção na revista sobre a biodiversidade brasileira, a Biobrasil, mas para que isso seja possível, várias etapas precisam ser cumpridas. “Atualmente estamos juntando os dados e elaborando mapas para identificar as espécies”, conta Julião.
A meta do trabalho como um todo, é melhorar as 172 fichas de espécies de morcegos e a dificuldade dos pesquisadores é a falta de colaboradores. “Falta colaboração de mais pessoas, quando tem colaboração não é relevante”, afirma.


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